Observação da Cena


Entrega do Prémio Shell de figurinos / 18 de março de 2008.



Escrito por Márcio Vinicius às 14h43
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A Shell divulgou a segunda lista de indicados da 20ª edição do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo.

Tenho o prazer de estar entre os indicados para a premiação dos espetáculos referentes ao ano de 2007 na categoria figurino pelo espetáculo Divinas Palavras.

Criado em 1989, o Prêmio Shell de Teatro é um ponto de referência nos palcos brasileiros. Ele é oferecido aos maiores destaques do ano, no Rio de Janeiro e em São Paulo, separadamente, em nove categoria --Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia, Iluminação, Música, Figurino e Categoria Especial.

Os vitoriosos de cada categoria receberão uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, e uma premiação individual de R$ 8.000 por categoria.

O júri de São Paulo é formado por Kil Abreu (jornalista e pesquisador do teatro), Silvana Garcia (pesquisadora e dramaturga), Valmir Santos (jornalista da Folha de S.Paulo), Marici Salomão (autora teatral e jornalista) e Fábio Namatame (figurinista, maquiador e cenógrafo).

A cerimônia do 20º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo acontecerá em março deste ano.

Para conferir a lista completa dos finalistas do 20º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo clic no link http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u364557.shtml

 

 

 



Escrito por Márcio Vinicius às 23h31
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Inicio de um novo ano .................depois de umas férias no litoral norte............. muito bem acompanhado, volto renovado e  bronzeado, pronto para 2008.

Aliás 2007 foi o ano que mais tirei férias, outubro fui ao Chile no deserto do Atacama e depois para Argentina me deliciar em Buenos Aires.

Em  2008 pretendo continuar a conhecer as Américas, vale a pena.

 

 



Escrito por Márcio Vinicius às 13h51
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Escrito por Márcio Vinicius às 19h17
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A Partir de hoje começo a postar obras de um poeta persa que gosto muito.

 

Mais vale uma urna de vinho que o poder,

a glória e as riquezas.

*Respeito o amante que geme de felicidade;

detesto o hipócrita que murmura orações.

 

Omar Kháyyám nasceu em Nichapour, Persia, no ano de 1040 da era cristã.

Kháyyám significa em persa "fabricante de tendas" nome que adotou em memória ao oficio do pai.

Alêm de poeta, foi um grande matemático e astronomo. Foi responsável pela reforma do calendário muçulmano.

RUBÁYÁT é o plural da palavra persa RUBAI e quer dizer "quartetos".

A edição do meu exemplar é de 1944, é um dos 20 exemplares em papel vergé editados fora de comércio. Consegui a dez anos atrás em Manaus por um preço de R$ 1,00 .

 

 

 



Escrito por Márcio Vinicius às 12h09
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Enquete do Guia da Folha - melhores espetáculos de 2007.

1º -  Salmo 91, Gabriel Villela

2º - Eu Estava Em Minha Casa E Esperava Que A Chuva Chegasse, Cia. Elevador De Teatro Panorâmico

3º - Divinas Palavras, Satyros



Escrito por Márcio Vinicius às 11h27
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Melhores de 2007

 

A APCA escolhe os melhores de 2007 .
Em assembléia realizada na noite desta terça-feira, 11 de dezembro, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) escolheu os melhores de 2007 nas seguintes categorias: Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão

Teatro
Espetáculo: My Fair Lady
Diretor: Gabriel Villela/Salmo 91
Atriz: Renata Zhaneta/A Grande Imprecação Diante dos Muros da Cidade e Macbeth - A Peça Escocesa
Ator: Guilherme Weber/Educação Sentimental do Vampiro
Autor: Fauzi Arap/Chorinho
Prêmio Especial da Crítica: Satyrianas
Grande Prêmio da Crítica: Bibi Ferreira
Votaram: Afonso Gentil, Antonio Sergio Pachoal, Celso Curi, Érika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Mauro Fernando, Maria Lúcia Candeias e Michel Fernandes.

Teatro Infantil
Espetáculo: O Tesouro do Balacobaco
Texto: O Cadarço Laranja/Milton Morales Filho
Texto Adaptado: Othelito/Ângelo Brandini
Direção: Fábulas/Fernando Yamamoto
Ator: Rogério Ferraz/Fábulas
Atriz: Alexandra Golik/Peter Pan e Wendy
Cenário: O Menino Teresa/marisa Bentivegna
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu,Marcelo Ventura, Fernanda Araújo e Helena Galante.



Escrito por Márcio Vinicius às 11h05
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O que é a Obs.Cena - Observação da cena

 

Esta oficina de criação nasceu da necessidade de um espaço para pesquisas e estabelecimento da minha linguagem na cenográfia. Sua primeira sede foi no bairro Penha em São Paulo no ano de 2001 onde ficou até outubro de 2006. Hoje tem sua sede em Santo Amaro , fones de contato 55239470 / 56413302/ 93160828. 

Nestes 06 anos conto com mais de 120 bons trabalhos realizados, entre espetáculos autorais, cenotécnica, adereços , eventos, festivais, produção e assistência a outros profissionais. Parcerias foram feitas com cenógrafos e diretores  de ponta como Gabriel Villela, Márcio Aurélio,Lavínia Pannuzio,Amauri Fauseti,Bárbara Bruno,Rodolfo Garcia J.C.Serroni, Duda, Marcos Lima, Sofia Safira , produtoras de eventos como Chris Ayrosa e muitos outros bons parceiros. Enfim uma infinidade de parcerias felizes.

Divagações.............                                                                                                    

Fazendo um resumo rápido do ano de 2007.

Iniciei o ano com a primeira edição da oficina cenográfica dedicada a formação de profissionais de ponta para técnica do teatro (cenários, adereços, e figurinos), numa parceria com Paidéia Associação Cultural http://www.paideiabrasil.com.br. Desta oficina nasceram para o teatro dois bons profissionais que me acompanharam nos trabalhos deste ano, Sofia Lopes e Ulisses Dourado. Em seguida tive o prazer de receber o prêmio Fensa de teatro como cenógrafo de 2006 com o espetáculo Era uma vez um rio, direção esplêndida da querida Lavínia. Construí  um belo cenário para o espetáculo "Andaime" , passando então por grandes eventos para Chris Ayrosa que se estenderam por todo o ano. Construímos o cenário de Salmo 91, mais uma brilhante e premiada direção do Gabriel, os figurinos do "Sorriso de Ana" para Paidéia Associação Cultural, O Santo Parto (cenário e figurinos)  obra polêmica dirigida por Bárbara Bruno. CHegamos ao grupo Os Satyros para fazer o espetáculo experimental "O cidadão de papel", em seguida surge o convite para a criação de figurinos das "Divinas palavras" sob a direção do Rodolfo Garcia, espetáculo que rendeu um estudo profundo das obras de Bosch, Goya e uma infinidade de outros , afora a enorme  procura do entendimento do escárnio humano em suas atitudes, o espetáculo é um deslumbre ( veja texto sobre este espetáculo abaixo). Fechando o  ano figurinos e cenografia para Fausto e Treta no jardim, ambos para a Companhia Paidéia.

Fazendo uma avaliação sobre este ano afirmo que foi um BELO ANO.

E sinto que 2008 será mais belo. Ainda acredito no trabalho com ética e com uma pitada de poesia.

 



Escrito por Márcio Vinicius às 19h31
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DIVINAS PALAVRAS

 

Cenário .....uma praça....um ecossistema............ inúmeras tribos convivem com suas diferenças, uma mistura de religiosidade e paganismo, verdadeiramente dionisíaca.                                                                                                                                                                                                                                                                                              Neste local se estabelece um Ato Dramático. Uma mendiga  ( Joana Rainha ) morre bêbada e deixa  ao lado o filho aleijadinho ( Lauriano).

A Cena ...disposta na calçada.... aos olhares dos espectadores, mais um acontecimento banal, muitos morrem e logo são substituídos, este é o ciclo da praça, mas este acontecimento corriqueiro levará nosso Ato Dramático ao mais puro deleite e confronto que se pode ter  da tragédia e comédia humana.

Estabelecido o Ato inicia-se a entrada dos personagens pertinentes a nossa história, que em primeira vista nunca terá  algo em comum com nossos caros espectadores.

Apresentações:

Sétimo Miau – mamulengueiro, enganador e manipulador de fantoches e homens, sexualmente bizarro.

Pouca Pena – jovem mulher que se entrega por inocência e talvez com total consciência e prazer nas mãos de seu companheiro e algoz Sétimo Miau.

Miguelin – homossexual animalizado, vulgar, dotado de atroz frieza capaz de conceber por ciúmes um assassinato.

Coimbra – Cão de estimação de Sétimo Miau, companheiro, a ligação direta do seu dono com o Demônio, afinal todos vendem a alma ao diabo pelo menos uma vez na vida.

Tatula –  velha vampiresca, aproveitadora, animalizada e destituída de pena, veste-se com os restos de todos.

Pedro Gailo – sacristão da praça, ignorante entendido no latim, homem fraco, influenciável, panaca.

Mari Gaila – Esposa de Pedro, gananciosa, cafona, com tendências libertinas, vive da importância que imagina ter o seu esposo.

Simoninha – Filha do Casal Gailo, reprimida, sexualmente frutada, com problemas emocionais, um desenho distorcido da pureza.

Marica do Reino – Irmã de Pedro Gailo, arcaica, carola nas aparências, manipuladora, a ganância, inveja, mentira e a fé são suas maiores armas.

Temos em seguida representantes autênticos do nosso ecossistema da  praça:

As lavadeiras – maledicência  no mais puro grau.

Um cego ????????

Um casal de artistas de rua.

Uma imitação da madona.

Um senhor da justiça - que usa do disfarce e da encenação para ditar regras, o que é bem comum na sociedade da praça.

É importante deixar claro que a nossa praça é de fato todas as praças, todos os gabinetes de governos, todo senado, todos os bares, casas etc...etc.....não se faz nenhuma distinção, justamente  para não causar magoa , que ninguém diga “EU NÃO ME VI NA PRAÇA”.

Por fim  - Lauriano – aleijadinho, dotado de uma enorme instrumento sexual é o centro do nosso Ato Dramático. Será usurpado em  todos os direitos que cabe a um ser  humano.

Com a morte da mãe passa a ser motivo de luta pela sua posse.

 A partir daí  às características mais impuras e dignas de condenação de nossos personagens  começam a florescer , a ganância, a libertinagem , a fé amoral, a posse indevida, o usurpação de direitos.

Divinas Palavras foi um espetáculo que afora sua estréia , foi durante sua preparação um espetáculo à parte, as pesquisas, a busca pelo escárnio humano foi intensa por parte da equipe de criação.

Personagens tão óbvios mas mesmo assim complexos em sua condição individual gerou uma fantástica busca.

O estudo com uma lupa das obras  Bosch , Goya em sua fase negra nos oferece suas pinceladas em bandos de corvos negros,  a inspiração na  obra “Professor de anatomia” do artista argentino José Gutiérrez Solana,  a pesquisa do trabalho de Stelarc com implantes,  próteses em seres humanos e robótica.

Tudo isso para poder oferecer ao nosso espectador a prova visual de que quando se vai julgar deve-se antes tirar suas máscaras, despir-se de suas carnes e se mostrar desnudo, assim e somente assim teremos julgamentos justos .

Oferecemos a sociedade uma reflexão de como podemos ser cruéis. Cada personagem deste ATO não é isento de culpa, todos são miseráveis em suas condições, são o espelho de uma sociedade que ainda queima bruxas nos seus quintais.

Fiz questão de deixar um personagem para ser abordado por último. Somente Trasgo o “Demônio”  vem alvo, limpo de todas as imperfeições, deixando claro que  é de nossa inteira vontade e responsabilidade a condição humana a que nos propomos. O demônio neste espetáculo é isentado do mal,  vem elegante e sensual,  tal qual deveria ser, o que me faz lembras de  um trecho de Rei Lear de Shakespeare que diz mais ou menos assim ...“O homem  não é calhorda por causa de conjunções astrais ou por influência de planetas, é assim por que o é”.

Tudo isso leva a  um confronto com um “final feliz” , milagre do latim, conviver com o escândalo já faz parte da nossa sociedade.

“Este aleijadinho é a cara do Brasil”, que faz show de MPB na Onu como miquinho de circo, “Bananas para dar e vender”.

“Eu  sou uma Artista ....Eu..... sou..... uma.... Artista”, que é condenada não por suas atitudes indevidas  junto a sua família e ao aleijadinho, mas sim por fazer sexo, o sexo tão pernicioso perante a sociedade , sua religiosidade, sua hipocrisia, suas frustrações.

O terror das Divinas palavras que afligem a todos.

 

 

Apresentações de quinta a segunda no espaço Satyros 01

Ficha Técnica :

Márcio Vinicius : cenografia / figurinos / adereços.

Direção: Rodolfo Garcio Vásquez

Assistência de figurinos : Samanta Marinho

Confecção de adereços : Ulisses Dourado / Sofia Lopes

Produção de campo : Sofia Lopes

Costura : Cleide Mezzacapo e Samanta Marinho

 

TRASGO E COIMBRA

 

TRASGO / COIMBRA e MARI GAILA

 

LAURINAO E PASSANTES DESCARNADOS

 

MARI GAILA DESNUDA E PASSANTES DESPROVIDOS DE SUA CARNE

 

MARI GAILA E PASSANTE DESCARNADO

 

SIMONINHA E LAURIANO

 

 


TRETA NO JARDIM

Projeto Conexões 2007: nova dramaturgia para jovens.

Ficha Técnica:
Cenografia e figurinos: Márcio Vinicius

Equipe de cenografia: Ulisses Dourado, Sofia Lopes

Costura: Samanta Marinho

Direção: Amauri Fauseti

 



Escrito por Márcio Vinicius às 01h43
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O SANTO PARTO

Espetáculo que tive o prazer de fazer o cenário e figurinos.

Equipe de cenografia : Sofia Lopes / Ulisses Dourado / Sheila Marina

Direção : Bárbara Bruno

Texto : Lauro César Muniz

Em cartaz no espaço Satyros 01 .

 



Escrito por Márcio Vinicius às 00h46
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ERA UMA VEZ UM RIO

     São Paulo, 20 de junho de 2007

 

FEMSA premia os melhores do teatro infantil e jovem de 2006

“Era uma vez um Rio” é reconhecido em três categorias incluindo melhor espetáculo infantil.

A entrega da 14º do Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem, que aconteceu na última segunda-feira, 18 de junho, no Caesar Park São Paulo reunindo mais de 300 pessoas da classe artística, foi marcada com grande emoção. Além do reconhecimento dos principais talentos de 2006, foi reservada para esta ocasião uma homenagem especial a Ilo Krugli, 77 anos, fundador de um dos mais importantes grupos teatrais da história artística do Brasil - o Ventoforte.

Os grandes vencedores da noite foram os espetáculos “Os meninos e as pedras” e “Era uma vez um rio”, respectivamente nas categorias jovem e infantil. Este último foi o favorito da noite com três premiações também nas categorias de melhor direção, com Lavínia Panunzio, e cenografia, com Marcio Vinícius.

Eu, Lavínia, Toda o grupo na entrega do prémio de melhor esptáculo, Ando, Huego e Daniel na entrega do femsa.

Ficha técnica:

Márcio Vinicius: cenografia e figurinos

Equipe de cenografia: Ari Gomes, Valter Miranda, marcelo Girot, Cleide Mezzacapo.

Direção: Lavínia Panunzio

Trilha Sonora: Daniel Maia

Iluminação: Domingos Quintilhiano

Atores: Ando, Hugo e Nábia


SALMO 91

Ficha Técnica:

Cenotécnica: Márcio Vinicius

Equipe de Cenotécnica: Valter Miranda, Sofia Lopes, Ulisses Dourado, Sheila Marina

Cenografia: Gabriel Villela

Direção: Gabriel Villela ( Prémio APCA como diretor deste espetáculo)



 CONSTRUÇÃO DE CENÁRIO PARA ESPETÁCULO

ANDAIME


 

FIGURINOS - O SORRISO DE ANA


 Leonce e Lena


 AUTO DA LIBERDADE - MOSSORÓ /RN


AS MALDITAS

CENÁRIO E FIGURINOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Márcio Vinicius às 01h33
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